Nível de responsabilidade do exportador

Neste tópico, analisar-se-á um tópico básico que deve ser levado em consideração no processo de tomada de decisão de qual é a melhor opção numa operação de logística internacional: os INCOTERMS. Este tópico aliado com o anterior permite ao operador uma análise melhor na escolha do modal de transporte mais adequado, bem como a melhor forma de operacionalizá-lo. Os INCOTERMS (International Commercial Terms) são termos de vendas internacionais, publicados pela Câmara de Comércio Internacional – International Chamber of Commerce – ICC, que estão em vigor desde Janeiro de 2011. Assim, em todas as propostas ou contratos de foro internacional deverão ser colocadas a expressão dos “Incoterms 2010”, que na essência, servem para determinar: distribuição de custos; local de entrega da mercadoria; quem suporta o risco do transporte; responsabilidade dos direitos aduaneiros.
Basicamente, estes são termos utilizados para definir os custos e a responsabilidade no transporte entre comprador e vendedor, conforme tabela oficial. O “INCOTERMS 2010”, formalmente, reconhece sua aplicação tanto aos contratos internacionais quanto aos domésticos. Com o uso no mercado interno fica mais fácil seu entendimento quando a empresa resolver vender sua mercadoria para fora do país, ou seja, praticar o comércio exterior. Grupo C – Transporte Pago + Seguro Transporte CFR (Costs and Freights): o vendedor é responsável pelo pagamento dos custos necessários para colocar a mercadoria a bordo do navio, pelo pagamento do frete até o porto de destino designado e pelo despacho para exportação. Na importação ocorre o contrário.
O processo de logística reversa, por outro lado, é o processo de transferência de resíduos industrializados para plantas de reciclagem, em substituição ao simples lançamento em aterros sanitários, como lixo. Este ramo da logística vem ganhando impulso, principalmente na redução da crescente deterioração do meio ambiente mundial, conforme se observa no grande crescimento do uso de embalagens biodegradáveis, porém ainda pouco desenvolvidas e de alto custo. O processo de reversão é recente e possui grandes desafios de viabilidade econômica, porque a matéria virgem é ainda de menor custo que a reciclada.
Neste tópico, resta a seguinte dúvida: qual a diferença entre intermodalidade e multimodalidade? Pois bem, estas duas são parentes, mas não são a mesma coisa. No máximo, pode-se dizer que sejam irmãs. Basicamente, elas significam o transporte com mais de um modal, ou seja, transporta-se algo da origem ao destino final, valendo-se de mais de um meio de transporte com a utilização de modais distintos, por exemplo, caminhão e navio (terrestre e marítimo), trem e navio (terrestre e marítimo). Apesar dessa similaridade, a intermodalidade significa a emissão de documentos de transportes independentes, um de cada transportador, cada um assumindo a responsabilidade pelo seu transporte.